Crenças Limitantes: O Que São? Por que Existem? Como Transformá-las?

O que são Crenças Limitantes?

Antes de explicar o que são crenças limitantes, quero lhe apresentar algumas frases, que certamente você já deve ter dito em algum momento de sua vida ou ter escutado alguém falando:

“Eu sou muito velho pra isso.”

“Eu não tenho experiência nessa área.”

“Alguém provavelmente já deve ter feito isso.”

No entanto, esses são apenas alguns exemplos de crenças limitantes que podem literalmente impedir você de alcançar objetivos, seja em sua vida profissional ou pessoal.

Em suma, crenças limitantes são suposições ou percepções que você tem sobre você mesmo e sobre como o mundo funciona.

Ao passo que essa é uma definição simples, porém muito efetiva do que são essas crenças limitantes.

Mas fique tranquilo, vamos desmembrar ainda mais esse conceito e cada um de seus componentes, desde o que são até como elas são formadas e como transformá-las.

Como as Crenças Limitantes são Formadas?

Ainda na nossa infância, já começamos a formar crenças de como o mundo funciona e qual o nosso lugar nele.

Nosso cérebro é muito bom em identificar padrões e fazer associações.

A todo momento estamos processando informações sobre o mundo ao nosso redor.

Através desse processamento de informações, começamos a formar nossas crenças.

Sendo assim, geralmente o propósito principal é nos ajudar a entender o mundo e o ambiente para permanecermos seguros.

Na infância, essa crenças geralmente são baseadas em nossa experiência e moldadas por nossos pais, irmãos, avós, ou outras pessoas próximas de você.

Dessa forma, se brigamos na escola quando criança, ficamos de castigo e então entendemos que bater nas pessoas é algo ruim.

Se formos educados e falarmos “por favor”, “obrigado”, seremos recompensados, portanto entendemos que ser educado deve ser algo bom.

À medida que os anos vão passando, começamos a formar crenças mais complexas, envolvendo mais variáveis.

Além disso, somos capazes de recorrer a uma gama muito maior de fontes de conteúdo, livros, filmes, propagandas de TV, comportamentos de nossos amigos e parceiros.

Entretanto, as crenças que formamos quando criança podem ser muito poderosas.

Por mais que encontramos novas informações ou explicações, muitas vezes ainda ficamos apegados às nossas crenças mais antigas.

Só pra exemplificar, um garoto que tem pais que trabalham duro e que muitas vezes estão ausentes, podem formar algumas crenças, como:

“Eu não sou bom o bastante para eles quererem ficar comigo.”

Visto que, mais tarde, ele pode entender que seus pais trabalham duro por diversas razões.

Isso inclui o amor e o desejo de ver seu filho crescer de forma saudável e segura. Mas a crença de quando era garoto ainda pode estar enraizada e continua a segurá-lo.

Parte disso é porque não gostamos de estar errados.

Uma vez que a crença limitante é formada, tendemos a procurar por mais evidências que apoiam essa crença e para combater crenças contraditórias.

Isso nos dá uma base estável para a compreensão do mundo, de outra forma, seria confuso.

Mas também significa que as crenças são difíceis de serem transformadas.

Como Identificar suas Crenças Limitantes?

A maioria das crenças limitantes são subconscientes, portanto será necessário esforço para descobri-las.

Aqui estão algumas estratégias que você pode usar para descobrir suas crenças limitantes.

Análise de Culpa

Muitos de nós definimos metas ou resoluções, geralmente na época do natal e do ano novo, mas em fevereiro já percebemos que não conseguimos seguir o plano.

Nesse momento, começamos a nos lamentar pela falta de força de vontade e começamos o novo ciclo no próximo ano, ou semestre, ou até mesmo na próxima segunda-feira.

Se esse comportamento é muito familiar para você, pode ser que suas crenças limitantes tenham impedido você de alcançar seus objetivos.

Portanto, deixe a culpa de lado por enquanto e tente analisar o que deu errado no seu planejamento.

Podemos nos perguntar:
Meus objetivos eram realistas? Se sim, por que não conseguimos? Foi devido a fatores externos ao seu comportamento ou foi uma combinação de fatores?

Pensando apenas no seu comportamento, o que você poderia ter feito de forma diferente?

Encontrou o que podia ser diferente? Se sim, por que não fez isso na época? Quais resultados você mais temia ou preocupava?

Quais padrões você conseguiu observar? Quando você não conseguiu agir, o que o estava bloqueando/impedindo de agir? Qual justificativa você dá a si mesmo?

Continue fazendo essas perguntas e tente cada vez mais descobrir as causas mais profundas do seu comportamento.

Você também pode usar perguntas semelhantes se estiver lutando agora mesmo com um projeto ou meta que o apavore.

IMPORTANTÍSSIMO: Faça anotações, sem NENHUM julgamento ou culpa, como se você estivesse analisando a situação do lado de fora, esse não é o momento de lamentação, e sim de compreensão.

Hora de Viajar no Tempo

Como vimos no começo, muitas das nossas crenças limitantes são formadas ainda quando éramos crianças.

Então o próximo passo é voltar no tempo e fazer anotações sobre suas primeiras experiências e formações de crenças.

Como eram seus pais, irmãos, avós, ou as pessoas mais próximas com quem você convivia?

Quais eram seus principais valores?

Como eles lhe ensinaram sobre o mundo?

O que você aprendeu com eles sobre como assumir riscos, ou estar seguro?

O que é possível e o que é impossível?

Do que você é capaz e do que você não é capaz?

Com relação ao seu ambiente, bem como a escola, comunidade local, ou instituições religiosas, o que eles ensinaram a você?

O que você aprendeu sobre sua identidade? Nacionalidade, gênero, etnia, status econômico, aparência física, etc.

Você já se viu contando algo como “As garotas/os garotos não fazem isso…” ou “Pessoas como nós nunca podem fazer isso…”

Como anda sua confiança? Quais áreas você sente mais confiança, quais você sente menos?

Com o passar do tempo, o que você aprendeu sobre você mesmo que contradiz o que aprendeu na sua infância?

Dessa forma, aqui o objetivo é ter uma imagem clara do ambiente em que você cresceu e como isso influenciou sua formação de crença.

Agrupando todas suas repostas.

Ademais, agora que você terminou de responder às perguntas, tente encontrar os padrões entre os dois conjuntos de anotações (Análise de Culpa e Viagem pelo Tempo).

Nesse sentido, quais crenças iniciais você ainda pode ter que explicam suas ações de hoje?

Poderia alguma dessas crenças não servir mais para sua vida?

Poderia alguma dessas crenças ser responsável pelos problemas identificados na sua análise de culpa?

De acordo com o que falamos anteriormente, crenças limitantes podem ser difíceis de identificar, isso significa que você precisará de tempo para trabalhar nisso.

Dessa forma, use as perguntas citadas acima para começar a investigar, e iniciar o processo de identificação.

Na maioria dos casos, nós aconselhamos que você procure um terapeuta ou outro profissional qualificado, principalmente quando sua infância foi difícil.

No momento em que viajamos no tempo para resgatar as crenças que tivemos quando criança, podem levantar questões complexas demais para se trabalhar sozinho.

Transformando suas Crenças Limitantes

Depois de entender suas crenças limitantes, chegou o momento de transformá-las e superá-las.

Reforçando, isso não é uma tarefa simples, portanto vamos analisar algumas 5 técnicas serão muito úteis:

1. Entenda seu Propósito

Essas são as crenças limitantes que estão prendendo você, então qual o propósito elas têm?

O ponto principal é que todas as crenças têm um propósito, geralmente esse propósito deve estar ligado a uma forma de manter você seguro, protegendo da dor ou de algum resultado ruim.

Nesse sentido, as crenças limitantes possuem um propósito equivocado.

Por exemplo, você pode ser impedido de progredir acreditando que não deve fazer nada a não ser que você faça com perfeição.

O perfeccionismo, na sua raiz, tem como objetivo te proteger da dor ou da “humilhação” que você acredita que resultará caso você coloque um trabalho “mais ou menos” no mundo.

Lembre-se: “O Feito é melhor do que o Perfeito”

2. Questione

Depois que identificamos o objetivo e propósito da crença, comece a se questionar se ela ainda é válida ou útil.

No caso que citamos do perfeccionismo, pergunte-se qual seria o resultado se você se permitir lançar um produto, serviço ou negócio que contivesse uma pequena falha?

Isso seria melhor ou pior do que se nada for feito?

O Perfeccionismo gera mais resultados positivos ou negativos?

Passe por este processo com cada uma das crenças limitantes que você identificou.

Mesmo se você acha que já sabe todas as respostas, pode aparecer algo novo, e o próprio processo de questionar suas crenças limitantes será útil para reduzir o poder delas.

3. Formule Novas Crenças

Para tirar o poder de suas crenças limitantes, você precisa substituí-las por novas crenças.

Sendo assim, você precisa acreditar em algo para dar sentido a sua vida e ter uma base estável para navegar.

Para cada crença limitante que você identificou, trabalhe para transformá-la!

Formule uma nova crença que esteja alinhada com seus valores e que apoie você na conquista de suas metas.

Vamos exemplificar com a quebra da crença do perfeccionismo.

Você pode trocar o pensamento: “Eu sempre tenho que fazer tudo com perfeição” por “Eu estou bem com pequenas imperfeições, desde que eu faça o que é importante para mim”.

Por isso, acredite! São as “pequenas imperfeições” que farão você ser melhor a cada dia.

4. Treine seu Cérebro

Assim como o cérebro aprendeu algumas crenças e tende a mantê-las na sua mente, ele também pode ser treinado.

Como falamos no começo, a formação das crenças são através dos reconhecimento de padrões e associações que nosso cérebro faz, então podemos alimentá-los com novos padrões, novas associações e assim você pode começar a reconectá-lo.

De fato, existem diversas técnicas que você pode usar.

Você pode tentar fazer afirmações diárias, que seria escrever ou falar suas novas crenças repetidamente em horários específicos, TODOS OS DIAS.

A parte mais importante para você firmar uma nova crença em seu cérebro ou até mesmo a criação de um novo hábito se chama: CONSISTÊNCIA!

Poderíamos falar por horas sobre como a consistência influencia em novas crenças e hábitos, futuramente trarei um artigo específico sobre ela.

Outra estratégia para treinar o cérebro é usar um objeto físico como lembrete constante de suas novas intenções, como carregar um Checklist de metas do seu dia no bolso, no celular, no computador ou na porta do armário do seu quarto.

5. Inspire-se

A inspiração irá lhe sustentar no que será um processo longo e difícil.

Em primeiro lugar, procure exemplos para seguir. Encontre pessoas em negócios ou outras áreas da vida que incorporem as novas crenças que você quer adotar.

Depois de começar a seguir essas pessoas, leia os livros dela, ou sobre elas.

Em seguida, descubra como eles alcançaram o sucesso e o que tiveram que superar.

Imprima as citações ou imagens inspiradoras que você encontrar, e coloque-as onde você verá todos os dias.

Então busque constantemente se inspirar em pessoas e ações que vão de encontro aos seus valores, com certeza isso lhe dará um combustível para vencer cada dia mais.

Em suma, espero que tenhamos conseguido lhe auxiliar no seu desenvolvimento, esta é a nossa missão!

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Até a próxima!

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