Transtorno Do Espectro Autista (TEA)

Transtorno Do Espectro Autista (TEA)

Esse artigo visa elucidar de forma breve e simples sobre o transtorno do espectro autista (TEA). Assim como suas causas, tipos e tratamentos.

O Que É Transtorno do Espectro Autista?

Transtorno de espectro autista trata-se de uma série de condições que afetam o desenvolvimento neurológico. Em especial, caracterizado pela dificuldade de comunicação e interações sociais, assim como por padrões restritivos e repetitivos de comportamento.

Possui uma manifestação neurológica altamente variável.

Aparece, geralmente, durante a infância e a adolescência. Mas em sua maioria segue um curso estável, sem remissão, ao longo da vida.

O termo espectro refere-se justamente porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai da mais leve à mais grave.

Porém todas, em menor ou maior grau, estão relacionadas com as dificuldades de comunicação e interação social.

Cabe ressaltar que, infelizmente, em todo o mundo as pessoas com transtorno do espectro autista são frequentemente sujeitas à estigmatização, discriminação e violações de direitos humanos. Pois o acesso aos serviços e apoio para essas pessoas é inadequado. 

Causas

Atualmente, após décadas de estudos e discussões, atribui-se a causa do autismo a uma combinação de influências genéticas, biológicas e até mesmo incidências ambientais.

Mesmo assim, cabe aqui ressaltar que, algumas alterações genéticas vinculadas ao autismo podem ser encontradas em pessoas que não sofrem do mesmo. Assim como, nem todos expostos a um fator de risco ambiental para o autismo o desenvolvem.

Pois bem, vamos às causas:

  • Genéticas: Não existe de fato um gene específico associado ao transtorno do espectro autista. Nota-se, na verdade, uma gama de anomalias e mutações nos cromossomos.
  • Neurológicas: Há uma maior incidência de autismo naqueles que manifestam atrasos cognitivos (retardo mental).
  • Ambientais: Interações dos genes com o ambiente, possíveis infecções e intoxicações durante o período de gestação. Assim como, nascimento prematuro e complicações durante o parto, podem contribuir de maneira significativa para o desenvolvimento do transtorno.

Tipos

Atualmente, o autismo possui um novo formato de classificação.

Dentro do transtorno de espectro autista (TEA), os portadores apresentam uma grande heterogeneidade de características.

Por exemplo, existem autistas que não falam, enquanto tem autistas que falam perfeitamente.

Existem aqueles que têm grande dificuldade de aprendizado, enquanto alguns não apresentam nenhuma dificuldade.

O que é importante ressaltar, são as intensidades existentes dentro do transtorno de espectro autista.

O autismo pode ser dividido em: leve, moderado e severo. Mas o que separa uma condição da outra?

É, justamente, a intensidade dos sintomas. Se o portador fala ou não fala. Qual o grau de compreensão na comunicação social. A criança é capaz de se expressar através de linguagem verbal e não verbal. Bem como a intensidade de suas estereotipias, manias e repetições. Finalmente, a intensidade dos seus interesses restritos.

Resumindo, o grau de dependência da criança, que vai ser responsável por classificá-la dentro de alguns dos três níveis.

Detectar o nível de intensidade dos sintomas é crucial para aplicar-se o melhor tratamento possível.

Tratamento

Um dos, talvez o mais, tratamento indicado é a terapia ABA.

Mas o que é terapia ABA?

ABA vem da sigla em inglês Applied Behaviour Analysis, que em português é Análise do Comportamento Aplicada.

Nada mais é do que a aplicação da análise do comportamento, que é uma ciência comprovada, em diversos contextos, nesse caso em específico, ao tratamento do transtorno de espectro autista.

A aplicação dessa ciência tem como objetivo modificar comportamentos, seja para aumentar algum comportamento que encontra-se em déficit, seja para diminuir frequência de algum comportamento que está ocorrendo em excesso.

Há mais de 30 anos ocorrem pesquisas nessa área. A terapia ABA é comprovadamente o tratamento mais eficaz para o transtorno do espectro autista, qualquer que seja o seu nível de intensidade.

Vale ressaltar que a terapia ABA não é apenas mais um método, mas sim uma ciência. Ela é composta de técnicas e métodos, mas é altamente individualizada para cada criança que sofre com autismo. Logo, o programa de uma criança, nunca será idêntico ao de outra.

Para que uma intervenção comportamental seja caracterizada como uma intervenção em ABA, é necessário que haja uma estratégia específica, tal como que os resultados ao longo da intervenção sejam mensuráveis.

Ou seja, nunca irá ocorrer um resultado genérico. Esse tratamento tem como base buscar sempre resultados consistentes.

No Brasil, existem diversos profissionais que são referência em terapia ABA para o transtorno do espectro autista.

Cabe destacar a Academia do Autismo.

A Academia do Autismo é uma instituição fundada por Mayara Coelho e Fábio Coelho, pais de duas crianças com transtorno do espectro autista.

Fábio é Psicólogo especialista em autismo, com larga experiência na área e diversos cursos. Da dificuldade que encontraram para ajudar seus filhos, criaram a instituição para servir como um porto seguro de informações sobre autismo para familiares e profissionais.

A Academia do Autismo conta com mais de 200 mil seguidores e já capacitou centenas de profissionais ao longo do país.

Quer saber mais sobre terapia ABA? Clique Aqui.